Intervenção Militar na Turquia: Erramos

O título do primeiro artigo em que tratamos desse tema, Golpe de Estado na Turquia: Informações Preliminares, está evidentemente errado e não reflete o que fato ocorreu e ainda parece estar ocorrendo naquele país: uma tentativa de intervenção militar cujo objetivo expresso é restabelecer a caráter secular e o ordenamento institucional do estado turco. Ordenamento esse que vem sendo golpeado por Recep Erdogan e sua política de islamização das instituições e do sistema constitucional turco, bem como por meio do apoio ostensivo a organizações terroristas muçulmanas e ao Estado Islâmico. Fica aqui portanto o registro do reconhecimento de nosso erro. Nesse sábado pela manhã retornaremos com mais informações.


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Sobre paulo eneas

Analista político e editor do Jornal Crítica Nacional
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6 respostas para Intervenção Militar na Turquia: Erramos

  1. Leonardo F disse:

    Parabéns Paulo!

  2. Denis disse:

    Seria um auto-golpe??

  3. Herval disse:

    TURQUIA TENTATIVA DE GOLPE: O QUE ACONTECEU ATÉ AGORA?
    16 de julho de 2016
    Na noite passada, uma facção dentro do exército turco tentou um golpe contra o governo do presidente Erdogan. O golpe começou com soldados pró-golpe implantados em locais-chave em Istambul e Ancara, incluindo a ponte de Bósforo, e a criação de bloqueios. Este foi rapidamente seguido de jatos militares que começou a se apresentar voos rasantes sobre Istambul e Ancara.

    Logo, os confrontos foram relatados em torno dos edifícios chave governamentais em Ancara, e os tanques foram vistos tomando o controle no principal aeroporto de Istambul. Quanto mais as peças começaram a se encaixar, os soldados que participaram no golpe assumiram TRT – TV estatal turca – e forçou o apresentador leu uma declaração dizendo que eles eram agora no controle do país.

    No entanto, neste momento, as mesas começaram a virar, e as forças leais ao governo começou a lutar para contra. É importante ressaltar que o presidente Erdogan foi capaz de passar uma mensagem para o público (via FaceTime) convidando-os a tomar as ruas para protestar contra o golpe. Milhares de pessoas começaram a resistir às forças pró-golpe, encontrando-se na frente dos tanques e forçando soldados de volta. Ao mesmo tempo, várias cabeças proeminentes das forças armadas anunciaram que não teve parte no golpe, demonstrando que não tem o apoio da maioria do interior do militar.

    Como soldados começaram a ser repelidos, as forças pró-golpe começou uma série de ataques desesperados usando tanques, helicópteros e jatos. Intensos confrontos em Ancara deixaram mais de 100 mortos em ambos os lados, helicópteros de ataque foram vistos se envolver em fogo intenso contra alvos terrestres. Assim, jatos começaram a bombardear locais no centro de Ancara, incluindo o Parlamento Nacional. Durante o mesmo período um grupo de soldados assumiu HQ da CNN Turca, em Ancara, tirando do ar por alguns minutos, antes de ser oprimido por uma combinação de manifestantes, jornalistas e policiais. Enquanto isso, em Istambul, as forças pró-golpe dispararam contra manifestantes, matando vários, e esmagando veículos e civis com tanques.

    Com os manifestantes e policiais forçando a volta das unidades militares em ambas as cidades, muitos começaram a se render. Por esta manhã, a mídia turca informou que mais de 1000 soldados pró-golpe, incluindo vários comandantes de alto nível tinha se rendido. Como assim, um helicóptero voou para a Grécia, onde seus 8 ocupantes pediram asilo.

    Enquanto o golpe parece ter falhado em seus objetivos primários, o conflito continua em algumas áreas. Novos relatórios sugerem forças militares leias ao golpe tomarem pelo menos um navio.

    Atualmente, o número de mortos é de 265 pessoas relataram mortos, incluindo, 161 civis e policiais, e 104 apoiadores do golpe.
    http://www.conflict-news.com/articles/turkey-coup-attempt-what-has-happened-so-far

  4. Herval disse:

    Erdogan usou expedientes da democracia para reunir poderes cada vez maiores.A enorme estrutura do ministério da Religião foi empregada para disseminar práticas islâmicas. Curdos foram banidos do governo. Erdogan afirmou que promoveria a segregação em escolas públicas mistas. A venda de álcool foi desestimulada por meio de impostos e de outras restrições.Desde o início, o governo Erdogan perseguiu adversários políticos, jornalistas e acadêmicos. A partir de 2013, tal perseguição se tornou mais intensa, com prisões sistemáticas. Depois de vencer as eleições para presidente em 2014, Erdogan deu passos na direção de um regime cada vez mais autoritário. Prendeu editores dos maiores jornais do país, que revelaram seu apoio a rebeldes ligados à Al-Qaeda na Síria. Fechou canais de TV que lhe faziam oposição.Nada disso gerou muitos protestos dos regimes ocidentais. A emergência do Estado Islâmico (EI) na região, além dos 2,7 milhões de sírios que se refugiaram no país tornaram a Turquia um aliado estratégico do Ocidente. É mais cômodo para o governo Barack Obama usar a Turquia para combater o EI do que enviar tropas à região. Mesmo que a posição de Erdogan seja ambivalente em relação ao EI, já que todo o contrabando de petróleo e artefatos históricos que sustenta os jihadistas passa pela Turquia.As tensões na sociedade turca entre seculares e religiosos jamais desapareceram. Se a repressão à religião deu força aos movimentos islâmicos que culminaram no governo Erdogan, agora foi a repressão promovida por esse governo que deu a alas insatisfeitas dos militares o pretexto para tentar a Intervenção.
    por Helio Gurovitz
    http://g1.globo.com/mundo/blog/helio-gurovitz/post/golpe-e-padrao-historico-na-turquia.html

  5. Jaci disse:

    Repassando..
    Sou cético sobre este golpe colaborei com informações na guerra do Líbano. Corpos se multiplicavam e depois das fotos saiam andando, e nesta nem corpos aparecem isto em Árabe chama-se Taqya a arte do engano em nome de Alá.

    Se fosse uma rebelião, seria aplicada a lei marcial; ou seja fuzilamento, o que fica questionável a rebelião. Tá mais pra o estado de defesa que Dilma tentou emplacar no Brasil.
    Por Ben Avraham

  6. Rodrigo Sevilha disse:

    Esse negócio do Erdogan me lembra o incêndio do Reichstag. Goering entregou a Alemanha nas mãos de Hitler criando um falso caos.

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