A irrelevância de ser hoje apenas antipetista

O antipetismo que tomou conta da sociedade principalmente nos últimos dois anos foi extremamente importante para derrocada do projeto socialista e criminoso de poder representado pelo petismo. Pois ele era a tradução (não necessariamente ideológica, mas estritamente política), de um sentimento de rejeição amplo às políticas petistas, e que envolveu desde a direita até a centro-esquerda. Mas ser antipetista jamais significou ser necessariamente de direita. Prova disso é que até mesmo uma parcela expressiva da base tucana, ao contrário da maioria de seus caciques, incorporou esse sentimento antipetista.

Mas com o fim do projeto de poder do petismo, o antipetismo estritamente político se tornou irrelevante. Importa agora é saber o posicionamento de grupos e de indivíduos em relação à agenda ideológica da esquerda socialista. Agenda essa que não é uma abstração, mas uma herança real deixada pelo finado petismo nas diversas políticas públicas de estado que foram implantadas nesses treze anos, e que continuam em execução a despeito da mudança de governo. Importa agora é saber se determinados grupos ou indivíduos irão pressionar o novo governo, que é de centro, no sentido de extinguir e reverter essas políticas ou se irão defender sua continuidade com supostos “aprimoramentos”.


 

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Sobre paulo eneas

Analista político e editor do Jornal Crítica Nacional
Esse post foi publicado em painel crítica nacional. Bookmark o link permanente.

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