Votação do Impeachment no Senado (6)

Analistas estão gastando muito papel e tinta, ou bits e bytes, fazendo considerações sobre possíveis nomes de ministros de Michel Temer e, a partir dessas conjecturas, tirando conclusões a respeito do perfil do novo governo. Trata-se de um exercício inútil pois,  dentro da esquizofrênica estrutura de poder estabelecida pela Constituição de 1988, o Brasil possui um regime que é de facto parlamentarista, no qual o primeiro ministro é o presidente, eleito por voto direto.

A composição do ministério reflete tão somente o arranjo estabelecido para se formar a maioria necessária no parlamento para que o governo seja politicamente sustentável. E dentro de nossa fragmentada e artificial e cartorial estrutura partidária, essa composição ministerial reflete tão somente esse arranjo, que não define necessariamente o perfil programático que terá o governo. O exceção ficar por conta dos nomes da área econômica e, hoje por razões excepcionais, o nome do Ministério da Justiça.


 

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Sobre paulo eneas

Analista político e editor do Jornal Crítica Nacional
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