Um Supremo Imperial: Mais um capítulo da judicialização da política

A decisão de Teori Zavascki de suspender liminarmente o mandato do presidente da Câmara Eduardo Cunha é mais um capítulo do perigoso processo de judicialização da política, processo esse que pode ferir de morte a já combalida democracia brasileira, e que se insere no pacote de delinquência institucional que o petismo instituiu na vida do país.

Essa judicialização significa a concessão de poderes virtualmente ilimitados ao judiciário, fazendo com que sua instância superior, constituída de pessoas não eleitas, se torne uma autêntica côrte imperial com poderes ilimitados para decidir sobre tudo na vida política e econômica do país, inclusive suspender mandatos eletivos, quando na verdade ela deveria se restringir a ser a instância garantidora da Constituição.

É de se imaginar o impasse político e institucional que seria criado se tal decisão tivesse sido tomada um dia antes, ou no mesmo dia, da votação do impeachment. Voltaremos a falar sobre esse tema, mas por ora cumpre lembrar que o PT irá questionar na Comissão de Impeachment do Senado a própria validade da decisão da Câmara em relação ao impeachment, usando por base a decisão imperial de Teori Zavascki.


 

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Sobre paulo eneas

Analista político e editor do Jornal Crítica Nacional
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