Uma mudança na qualidade do debate político

Nos últimos dias o debate político nas redes sociais saiu do patamar, até então necessário e correto para levar adiante o impeachment, das denúncias de corrupção e dos crimes de responsabilidade da ex-presidente em exercício, para se discutir e colocar em questionamento a narrativa oficial da história recente do país. Narrativa essa que a esquerda há décadas já estabeleceu, sem questionamento algum, dizendo quem foram os bandidos e quem foram os mocinhos dos anos de chumbo. E esse questionamento está ocorrendo agora por conta de alguns segundos de fala do deputado Jair Bolsonaro, a maior liderança política da direita brasileira hoje.

Mas você, caríssimo leitor e caríssima leitora que se identifica com a direita conservadora, ainda vai continuar com a avaliação (que respeitamos, mas convidamos a esse questionamento) de que o deputado deu um tiro no pé ou de que falta a ele estratégia de comunicação? Entenda que não existe estratégia de comunicação e de embate boa o bastante que substitua a arma mais poderosa que a direita tem, que é seu compromisso com a verdade. Principalmente em uma das esferas mais sutis e difíceis da guerra política, que é esfera das narrativas da história, onde as mentiram se consolidam se não forem contestadas de frente, sem rodeios e sem punhos de seda.


 

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Sobre paulo eneas

Analista político e editor do Jornal Crítica Nacional
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6 respostas para Uma mudança na qualidade do debate político

  1. Paulo Casseb disse:

    Enquanto os comunistas estiverem com quase 100% do controle das Salas de aulas (Tanto no ensino médio quanto superior) acredito ser um tiro no pé, acho que é por isso que eles estão anos na nossa frente, nossa estratégia deveria ser a ocupação de lugar nas universidades, mostrando o lado verdadeiro da história. Achei muito prematuro a fala, ainda deu a entender que ( não para mim, mas para as pessoas comuns) que a ditadura foi algo bom, e na verdade foi apenas a unica solução para impedir o eminente golpe comunistas. Então achei um erro de comunicação, acho que ele poderia dedicar o voto a Mario Kozai Filho, seria mais eficiente na minha opinião. Sempre acompanho suas postagens

  2. Regina disse:

    O que eu considero tiro no pé, é não tratarmos da conduta do Jean Wyllys.

  3. marco aurelio disse:

    Se foi premeditado ou não, certo ou não, oportuno ou não o discurso do Bolsonaro, a verdade é que ele trouxe à ordem do dia a discussão sobre a “ditadura militar” e por arrastamento o inexorável discurso mentiroso da esquerda comunista e todas as suas mazelas cantadas e decantadas em verso e prosa por professores, escritores, cineastas e tutti quanti por mais de 70 anos. E mais: dizem que o Bolsonaro errou POLITICAMENTE. Tá, tá.. até posso aceitar minimamente esse argumento, mas, meus queridos, se ele errou, ERROU NA MOSCA!

  4. Anônimo disse:

    Paulo Enéas, devo agradecê-lo pela postagem sobre aquele “cara” do Partido Novo, que destilou o seu ódio ao Bolsonaro e ao Coronel Ustra, que ele classificou como torturador e indigno de citação. Você deve lembrar que eu cheguei a duvidar que aquele indivíduo pertencia ao Partido Novo e aparecia em vários posts defendendo a nova sigla. Acabo de postar a minha indignação no site do próprio Partido, e deixei bem claro quw wu não quero “amigos” dess tipo.
    Quanto ao “tiro no pé” do Bolsonaro, eu acho rigorosamente o oposto, e explico: até hoje, todo o sucesso (merecido) do Bolsonaro tem sido calcado na Internet, porque a midia principal jamais lhe deu ou dá o menor espaço que seja. Pois bem: dezenas de milhões de brasileiros, que acompanhavam atentamente a votação do “impeachment”, ouviram, em alto e bom som, pela primeira vez em suas vidas, A VERDADE PURA E SIMPLES. Não é à toa que o livro do Ustra, que era vendido a conta-gotas, foi esgotado em 48 horas, além de ter sido disponibilizado para acesso pela Internet e acessado por milhares de pessoas. Tiro no pé? Ou eu não entendo nada de tiro, ou os desavisados não entendem nada de pé.
    Obrigado – outra vez – por haver aberto os meus olhos em relação ao Partido Novo. Tomara que o Partido reaja a tal repercussão e coloque as coisas em seus devidos lugares, pois esse fato me pareceu um Atestado de Óbito.

  5. Anônimo disse:

    Desculpe, mas não assinei o comentário acima: Enio Fontenelle

  6. Zilda Fernando disse:

    Um homem q gospe na cara isso não é coisa de homem……
    Axo k tds tem direito de gostar desse ou daquele mas perder a compostura é coisa de fraco…….

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